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O QUE UMA VIAGEM DE MOTO ENSINA SOBRE PLANEJAMENTO E GESTÃO DE PROJETOS

  • Foto do escritor: Luciana Maines
    Luciana Maines
  • 24 de nov.
  • 3 min de leitura

Muitos nos acham loucos, outros, corajosos. Viajar de moto exige, sim, um pouco de loucura e uma boa dose de coragem. Mas, acima de tudo, exige planejamento — e uma forte influência da gestão de projetos.


Claro que viagens curtas, como subir a serra ou ir até a praia, têm uma dinâmica diferente. Para essas, basta acordar com vontade de sentir o vento no rosto, subir na moto e sair. Mas quando a viagem é mais longa, o cenário muda completamente: é preciso muito mais do que impulso.


Segundo o PMBOK (Project Management Body of Knowledge), as fases de um projeto são: Iniciação, Planejamento, Execução, Monitoramento e Encerramento.


Em uma viagem de moto, a iniciação acontece no instante em que nos olhamos e perguntamos: – Vamos? – Vamos!!! – Quando? Para onde?


Ao responder essas perguntas tão simples, já damos início a algo muito maior: os primeiros elementos do projeto estão lançados. Uma das viagens, por exemplo, foi para El Calafate (sul da Argentina) e aconteceu em janeiro de 2024.


O planejamento, então, começa a tomar forma. No mundo dos projetos, essa fase envolve definir escopo, cronograma, recursos, riscos e comunicação. Na estrada, não é diferente. Para chegar a El Calafate, foi necessário definir o escopo (qual seria o roteiro exato, o que era essencial visitar e o que seria apenas um “nice to have”), o cronograma (quantos dias de viagem, onde pernoitar), os recursos (manutenção da moto, equipamentos de segurança, roupas adequadas para o frio extremo, documentação) e, principalmente, uma boa gestão de riscos. Afinal, os riscos em uma viagem de moto vão de um simples pneu furado até mudanças climáticas repentinas que podem obrigar a alterar toda a rota.


A execução é, sem dúvida, a fase mais emocionante — é quando o projeto sai do papel e, na estrada, é quando finalmente se sente a liberdade que só uma viagem de moto pode proporcionar. Mas, como em qualquer projeto, é preciso disciplina. Respeitar o planejamento, conferir a moto antes de cada saída, abastecer nos pontos previstos, manter contato com quem ficou em casa — tudo isso é pura gestão da execução.


E, claro, existe o monitoramento e controle. No PMBOK, monitorar significa garantir que tudo está indo conforme o planejado e fazer ajustes sempre que necessário. Na viagem, isso quer dizer estar atento aos imprevistos: uma estrada interditada, um pneu que começa a dar sinais de desgaste, uma previsão de tempestade que obriga a rever o roteiro. Monitorar e agir rápido pode ser a diferença entre um contratempo resolvido e uma experiência arruinada.


Por fim, chegamos ao encerramento. Para muitos, é apenas voltar para casa. Mas quem trabalha com gestão de projetos sabe que essa etapa inclui um balanço do que deu certo, do que poderia ter sido melhor e dos aprendizados que servirão para a próxima aventura. No caso da nossa viagem para El Calafate, o encerramento incluiu compartilhar fotos e relatos com os amigos, revisar os custos, agradecer quem nos ajudou e, claro, começar a sonhar com o próximo destino — Deserto do Atacama.


No fundo, planejar uma viagem de moto e gerenciar um projeto têm muito mais em comum do que parece. Ambos exigem visão, organização, capacidade de adaptação e, acima de tudo, paixão pelo que se faz.


E você, já pensou que pode treinar suas habilidades de gestão de projetos... viajando de moto?


 
 
 

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